quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Clarice Lispector - “Brasília… Uma prisão ao ar livre.”


“Brasília…Uma prisão ao ar livre.”



      O mundo e a sociedade está restringida a sua liberdade, tudo como forma de obstáculos, Seriamos as pessoas “livres” por aparência, mas praticamente ou quem sabe até mesmo pressas aos seus próprios pensamentos e ideias, não conseguindo se expressarem, porém sim vivendo o que é imposto pela sociedade.
Será que queremos viver no foco das "injustiças"?



“A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente, consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser.”

Sócrates


 Não devemos aceitar tais pensamentos impostos e propostos por quem "domina" e tem o "poder", tentando controlar todos. Só viveremos com o nosso próprio pensamento, sem transformar aquilo numa verdade absoluta.


Marcos Henrique
Pedro Antônio
2001

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Clarice Lispector -Sou uma Pergunta. Kayo Moura e Vinícius Farias .



Clarice Lispector - SOU UMA PERGUNTA

Ser uma pergunta ,primeiramente , o que é ser algo ou alguém ? Ser algo é tomar aquele estado e se compor desse determinado conteúdo ou carcterística ; pergunto-me então , como pode ser Clarice Lispector uma pergunta , se ela não toma a forma de uma pergunta ? Só pode ser por ser composta por perguntas . E apesar de ela ser uma literáta, nessa obra principalmente ela toma proporções filosóficas , pois trata de um assunto , que é , a filosofia em sua própria essência , perguntar ou questionar . Um ótimo exemplo disso é que um dia em meu antigo colégio perguntei na minha primeira aula de filosofia, o que era filosofia e o professor sem dizer uma palavra foi até ao quadro e escreveu uma única coisa , ele me disse isso é filosofia e decorreu o assunto durante a aula , e é isso que a Clarice trata no seu texto . Analizando do ponto de vista de Gerd Bornheim , perguntar e questionar é essencial , pois quando se questiona ( seja o que for ) você sai do Dogmatismo ingênuo ou indiferença Ontológica , e assim caminha-se mais um passo na introdução ao filosofar pois a cada questionamento você começa a ser um pouco menos dogmático.


POR QUE FAÇO PERGUNTAS ?

Por que faço perguntas ? Por que perguntar ? Primeiro temos que entender o motivo de perguntar e pode-mos fazer isso partindo do princípio da própria Clarice, mostrado em um outro texto dela . Bom há a necessidade de entender , que só perguntamos aquilo que não sabemos ou não entendemos, e não entender para a Clarice é um dom ainda mais precioso que o próprio entender, pois como ela mesma diz “ o Entender é limitado … Não entender ultrapassa fronteiras ... “ ou seja pelo fato de você não entender , pelo fato dessa “humildade” ou reconhecimento de não saber , você pergunta ,e por você perguntar acaba adquirindo conhecimento e isso se repete infinitamente. Esse pensamento se assimila muito ao de pensamento de Sócrates quando ele
afirma : “Só sei , que nada sei ” . Então ai está o porque de perguntar , não que Clarice tive-se como objetivo do texto arranjar respostas e não que eu possa ser rapaz de dalas, mas para uma melhor compreenção da ideia geral do texto isso é necessário.

POR QUE TANTAS PERGUNTAS , PARA PASSAR UMA IDÉIA TÃO “SIMPLES” ?

Afirmo isso pois sem mais delongas desejo fazer uma aproximação das ideias da Clarice e o possível motivo de ter escrito essa crônica . O por que tantos por ques ? Para Clarice e para os filósofos isso é muito importante pois é para isso que ela quer nos chamar a atenção, é para os porquês, para que nós não nos deixemos levar por qualquer tipo de dogmatismo ou ideia sem que antes seja visto um por que , como já disse antes não enxergo esse texto com o objetivo de ter suas respostas respondidas , mais sim de demostrar a importância de perguntar, a importância de querer saber por que, que é , haver um dispertar no filósofo em nós e assim nos introduzir-mos na filosofia.

sábado, 13 de novembro de 2010

"você é um número"- karoline e flavia

Nomes: Flávia Feitosa Davi                  n°: 17       turma: 2001
             Karoline Rodrigues da Silva          22      Filosofia
  

                         você é um número
                                 Clarice Lispector

“Se você não tomar cuidado vira um número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número.”
“Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número.”

 O pior é saber que nascemos para ser um número, infelizmente esta é a verdade, queremos ser tantas coisas quando não passamos de um simples e modesto número. Temos número até para sabermos a nossa personalidade. Se você é forte, é número, se você quer passar de série, você precisa de um número, para alguém nos encontrar, precisam de um numero, enfim, precisamos de um número para tudo, e às vezes nem percebemos e até nos classificamos de um número tal.
   Talvez até gostássemos disso, pois não fazemos nada contra isto, e até fazemos de tudo para sermos o número “10”. Há pessoas que dizem que tem um número da sorte, e nós nos perguntamos, “número traz sorte?!” e podemos responder, “quem faz a sorte somos nós...”.
  Uma vez minha professora me disse- ”Números são importantes não só para matemática, mais também para designar pessoas, lugares, objetos e dinheiro.” Imagine o mundo sem os números?
Imaginou? Seria impossível.
  Clarice citou em sua crônica -“ vamos amar que o amor não tem número . Ou tem?” O que você acha disso ? Bem eu penso que tem número sim, por que escutamos a nossa vida toda que só podemos amar uma pessoa e podemos gosta de várias.
 Com isso podemos concluir que, nascemos um número, crescemos com um número e até quando morremos temos um número. Enquanto isso acontece, vivemos na sombra de um número.




Aruan e Flávio Vanderlei

Clarice Lispector

Texto: Não entendo
Aproximação

"Sinto que sou muito mais completa quando não entendo"

Na visão de Platão e Aristóteles " podemos perceber que em tal consciência, nos levam a interrogar o que ignoramos. Isto é o conhecimento."

O que a Clarice quer dizer, é que nós não podemos entender tudo, e sempre devemos estar, procurando entender de tudo um pouco, por que se nós entendêssemos tudo a vida não teria graça. Ela vem tentando esclarecer que quando você não entende, automaticamente vem a curiosidade de querer saber sempre mais, porque a nossa vida faz parte de um grande aprendizado.

Na visão do Gerd Bornheim devemos sempre filosofar, e é justamente isso o que a Clarice quer dizer , quando ela diz "Sinto que sou mais completa quando não entendo" , então para ela também essa idéia de filosofar, é muito importante, porque a cada dia surgem coisas novas no mundo, e ela sempre quer aprender e um modo que ela encontra também para compreender essas coisas novas é Filosofando, apresar de ela ser escritora, ela encontra esse modo de estar conhecendo, mais não entendendo certas situações.


Nomes: Aruan e Flávio Vanderlei
Números:6 e 41
Turma:2001

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O que é angústia?

  O que é angústia?
 Clarice Lispector


  (Último parágrafo)
“ Esse mesmo rapaz perguntou-me:você não acha que há um vazio sinistro em tudo? Há sim. Enquanto se espera que o coração entenda”.



Na nossa visão o rapaz está tentando descobrir respostas sobre coisas da vida, mais logo percebe que as tais ( respostas) que ele encontra não respondem completamente ao seus questionamentos.
Muitas pessoas vivem na ignorância e não se dão conta disso. Outro seres preverem seguir por outro caminho:Tomam consciência da sua ignorância e isso os levam a interrogação (assim diz Gerd Bornheim).
E é lógico que quando a pessoa está à busca de um conhecimento, ela passa por uma fase de inquietação ate alcançá-lo por completo.


SOU UMA PERGUNTA- Clarice Lispector
“Por que eu poderia perguntar indefinidamente por quê?”

Como diz Gerd :"o homem, ao buscar a superação da experiência negativa, pode extrair de sua dimensão existencial todo o significado humano possa oferecer .Até que um dia se ergue o”por quê”?.Através da experiência negativa o homem é chamado á sua plena responsabilidade, passa a sentir-se responsável pela realidade, no sentido de que compreende a necessidade de assumi-la.E a partir desta conversão, e só dela, compreende-se que um homem possa impor-se uma nova tarefa: a Filosofia".



Nomes: Emanuely de Lima Araújo - Número:12
Juliana Maria Viana- Número:21
Turma:2001



Juliana Vieira e Bruna Turma:2001

" Angústia pode ser não ter esperança(1) na esperança. Ou conformar-se sem se resignar. Ou não se confessar nem a si próprio(2). Ou não ser o que realmente se é(3). Angústia pode ser o desamparo de estar vivo(4). Pode ser também não ter coragem de ter angústia - e a fuga é outra angústia. Mas angústia faz parte: o que é vivo, por ser vivo, se contrai(5)."

Clarice Lispector

  O texto da Clarice Lispector trabalha contra a indiferença ontológica, contra o dogmatismo ingênuo que são abordados no texto de Gerd Bornheim. Por que ele problematiza a existência do ser, usando como base da problematização os sentimentos. Clarice nos leva a questionar a nossa essência, motivada pelas dúvidas constantes a que ela nos acomete.

(1)- Não ter esperança é se encontrar vencido pelas adversidades. Extenuado pela luta.
(2)- Não se confessar nem a si próprio é censurar-se.
(3)- Não ser o que realmente se é, é enganar-se com medo de se aceitar. É se moldar conforme as necessidades.
(4)- O desamparo de estar vivo é o temor da incerteza do amanhã e das novidades que ele nos trará.
(5)- "O que é vivo, por ser vivo, se contrai.". O medo é parte da essência humana, faz parte de todos nós. Simplismente pelo fato de estarmos vivos temos medo.

Clarice Lispector